A falta de fundamento para fundamentar

Com frequência, em forma soberba, ouvimos indiretamente comentários com uso de fundamentos na Prática Ortomolecular, sem fundamentar, que é a base do conceito científico, parece que é suficiente somente afirmar neste contexto para que se tenha validade definitiva.

Vários pensadores já demonstraram que sem fundamentar representa a personalidade que se rodeia de ignorância, inveja, pretensão, soberba, intolerância, intransigência.


Em
verdade, só é preciso estudar, pois está cada vez mais fácil atingir as informações.

Por isso, aqui faremos algumas sugestões.


A literatura clássica está corrompida por conflitos de interesses, pelos ghost writers, os médicos contratados que não escrevem, aqueles em que a indústria contrata terceiros para colocar o que acha interessante na própria empresa, sem contabilizar os benefícios econômicos que os mesmos recebem, já descritos na literatura.

A exigência do tipo do estudo duplo-cego, randomizado, meta-análise, que tem um custo muito elevado, restringiu os estudos, basicamente, à indústria farmacêutica, porém, hoje, existe também uma abertura para os estudos menos comprometidos, principalmente pelas revistas digitalizadas, mas que ainda não têm o impacto de uma Lancet, New England Journal of Medicine.

Vários autores já demonstraram o comprometimento das revistas médicas clássicas com a indústria farmacêutica, uma editora da New England Journal of Medicine teve a ousadia de afirmar que mais de 90% do publicado era lixo e comprometido com a indústria.

É importante relatar o papel da indústria, que tem permitido um avanço na medicina, principalmente no controle sintomático dos pacientes, mas não necessariamente na qualidade de vida, que é secundária, principalmente à mudança de hábitos e costumes.

Vimos que nas últimas décadas praticamente nenhuma molécula nova farmacêutica foi lançada no mercado, que não seja na era de biológicos (com custo exorbitante de milhares de dólares por mês), com resultados duvidosos, em alguns casos, aumentando a reincidência de infecções como tuberculose e aumentando a incidência de mitose celular, mas, sem dúvida, com alto benefício sobre o custo.

Voltando à fundamentação da ortomolecular, vou deixar para nossos leitores uma série de contribuições da ortomolecular ao denominado conceito de medicina convencioal, que se acha a única medicina que tem evidências (lembrando, estabelecidas pela indústria farmacêutica, que só nos Estados Unidos estão nas listas da Forbes, entre 100 empresas com maior lucro e rentabilidade):

  • Como se forma uma placa ateromatosa + oxidando o colesterol.

  • Como se determina a perda de massa óssea dinâmica = telopeptídios

  • Quem faz o estudo TACT, terapia de quelação com EDTA e eficácia, reduzindo em 40% o segundo evento coronariano em diabéticos.

  • O fenômeno de resistência à insulina, o metabolismo das protaglandina, a liberação de citocinas.

  • O uso de vitamina D mais limitado na ortomolecular que na convencional, sem evidências.

  • O fenômeno de isquemia e reperfusão

  • Radicais livres e antioxidantes.

  • Restrição calórica.

  • Senolítica.

  • Glicogênio sintase quinase e atividade de proteína TAU e tecido beta-amiloide.

  • Microbioma.

  • Microbioma e vitamina K.

  • Vitamina K e matriz do ácido glutâmico

  • Homocisteina

  • LPA

  • PCRU

  • Evolução dos homas.

  • Intoxicação metálica.

  • Disruptores endócrinos.

  • Ácido nicotínico e colesterol.

  • Hormônios base similares ao formado pelo organismo.

  • Modulação do eixo hipotalâmico hipofisário.

  • DHEA

  • Melatonina

Esta é uma primeira listagem, nas próximas edições indicaremos muitas outras contribuições da ortomolecular à medicina atual.

Segundo Schopenhauer, todo conceito novo passa por três fases:

  • Primeiro, é ridicularizado.

  • Segundo, é combatido com violência.

  • Terceiro, é incorporado como próprio.

Esta última fase é a que vivemos hoje, fala-se do que nasceu na Ortomolecular, sem dar o direito de reconhecimento de sua importância.

Dr. Efrain Olszewer

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