Inibidores de Apetite

O CFM [Conselho Federal de Medicina] está atento às ações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [ANVISA], que ameaça proibir a venda de medicamentos anorexígenos no país. A entidade avalia a possibilidade de recorrer à Justiça para manter o direito de médico e pacientes usarem esses produtos no enfrentamento de casos de obesidade.

Na avaliação da entidade, ao impedir a venda dos inibidores de apetite a agência causa sérios problemas para a saúde dos brasileiros.

Os dados do Ministério da Saúde são alarmantes e confirmam um quadro de epidemia de obesidade no país.

Sem o auxílio da medicação, os profissionais suspeitam que seja ainda mais difícil atuar de forma efetiva para reduzir o peso corporal dos pacientes, sobretudo os que têm IMC superior a 30 ou obesidade mórbida instalada.

Nessas situações, apenas a prática de exercícios e a reeducação alimentar não seriam suficientes, sendo a prescrição de inibidores importante para o sucesso do tratamento, especialmente em sua etapa inicial.

“A medida da Anvisa é preocupante pelos desdobramentos que pode gerar . Em primeiro lugar, muitos pacientes podem perder a luta contra a obesidade por não contarem com o auxílio da medicação. Em segundo, porque ela contribuirá para a formação de um mercado paralelo desse tipo de drogas”, alerta o conselheiro Desiré Carlos Callegari.

Para Callegari, a Anvisa também fere a autonomia dos médicos e dos pacientes de escolherem as opções terapêuticas válidas para enfrentar problemas de saúde. Em lugar da simples proibição, o CFM defende a criação de mecanismos de fiscalização pela agência, como os que existem para o controle de antibióticos.

PUBLICAÇÃO OFICIAL DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
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“Mas a Anvisa já está ferindo a autonomia dos médicos e a liberdade dos pacientes de escolherem as opções terapêuticas válidas, para enfrentarem os problemas de saúde.

Ao proibir os médicos de prescreverem os anorexígenos e substâncias que auxiliam no emagrecimento, a Anvisa não só está desrespeitando O CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA INTERFERINDO NA AUTONOMIA DA CONDUTA MÉDICA, a população brasileira, o Conselho Federal de Medicina , A Sociedade Brasileira de Cardiologia e de Endocrinologia, como não está demonstrando nenhum interesse em cooperar com a realidade atual: o crescimento acelerado da obesidade na população.

Este órgão não está sensível aos transtornos orgânicos, físicos e psicológicos que a doença obesidade pode causar às pessoas como a arterioesclerose, artrose, aterosclerose, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, aumento do colesterol e triglicérides, diabetes, insuficiência renal, baixa da auto-estima, depressão, transtornos sexuais, dificuldade nos relacionamentos interpessoais, dentre vários outros problemas de saúde.

Tudo isso pode ser evitado se o paciente receber um tratamento eficaz contra a obesidade e acompanhamento periódico do seu médico.

Mas a Anvisa à algum tempo, vem proibindo as substâncias disponíveis utilizadas no auxílio à reeducação alimentar, alegando somente os possíveis efeitos colaterais destas substâncias e não considerando os benefícios que superam, e muito, esses efeitos”

DR. JOÃO ROCHA NETO 09-09-2011

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